Sobre a troca falarei um dia destes já que a peça que fui buscar precisa de ser restaurada; depois disso sim, falo-vos da troca e do excelente negócio que fiz ;)
Sempre gostei muito destas coisas das trocas (presentemente os únicos programas de televisão que vejo são acerca desse tema), portanto acho que me estreei bem! Tenho pena que em Portugal não exista muito essa cultura, como existe nos Estados Unidos, onde é possível trocar de tudo.
Em Portugal as pessoas agarram-se ao valor das coisas - material ou sentimental - e não se desfazem delas mesmo que não as usem.
Cá em casa temos imensas coisas que já não usamos - de criança, principalmente, mas não só! - e eu e o feng shui concordamos que as coisas não devem ficar paradas a bloquear ou estagnar as energias. Se é para o lixo que vá para o lixo, se tem arranjo que se arranje, e se não faz falta que se encontre um novo dono.
Facilmente me desfaço das coisas que já não uso, assim como não tenho complexos absolutamente nenhuns em receber o que me queiram dar e que me faça falta. Portanto, estou muito activa nos sites da especialidade ;)
Mas adiante, que sobre a troca escreverei outro dia.
Algumas considerações acerca do Cake fest:
- Tinha um convite Vip que me dava acesso ao estacionamento pago e de facto é muito bom estacionar à porta (principalmente num dia de chuva e com uma ruptura muscular numa perna).
- A feira era muito pequena. Pensei que fosse encontrar vários pavilhões cheios, mas não. Poucos expositores e pouco público (não sei como esteve nos outros dois dias mas no domingo estava assim).
- A maior parte dos bolos a concurso eram fraquinhos. Claro que também havia bolos lindíssimos - que foram premiados - mas na verdade fiquei um pouco decepcionada com os trabalhos que vi.
- O mundo do Cake Design em Portugal é pequeno. Muito embora haja muita gente a trabalhar na área, os artistas/ mestres/ formadores, ou como lhes queiramos chamar, são sempre os mesmos e mais ou menos nós vamos (nós formandos/ aprendizes/ interessados/ fãs/ etc.) conhecendo todos.
Foi muito bom chegar à feira e rever algumas destas pessoas que são maravilhosas naquilo que fazem e ficar à conversa com elas alguns minutos e sentir que há uma simpatia natural, que há simplicidade, humildade e disponibilidade para esta troca de palavras. (Clara Pedro sempre no seu melhor, Luis Saraiva idem, Pirikos na Cozinha uma delicia!)
Depois também foi muito bom conhecer novos artistas que, pelo facto de geograficamente estarem mais distantes, não conhecia. Foi o caso da Nicole Veloso, que é de uma simpatia que só visto!
E depois há também outros casos de "estrelas" que não correspondem aos trabalhos que produzem. Claro que ninguém é obrigado a ser simpático mas tive dificuldade em perceber como se está presente numa feira com uma atitude tão snob e superior.
- Não achei, muito honestamente, que valesse a pena fazer tantos quilómetros para visitar a feira. No entanto, todas as iniciativas são boas para promover a área e os seus profissionais.
- A cidade estava linda, como sempre, apesar de a ter olhado apenas do alto da Ponte da Arrábida.
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