segunda-feira, 1 de julho de 2013

Saudades que doem

Faz este mês 11 anos que o meu avô partiu! 
Desde então sonho sempre com ele. Se não é num dia é no outro. Não falha. 
Dizem que as almas se encontram nos sonhos e se assim for encontramo-nos muitas vezes.
O meu avô era um homem muito autoritário. Com toda a gente, mas não comigo.
Mesmo quando me repreendia fazia-o de uma forma especial. E não o fazia com mais ninguém.
Eu era a preferida do meu avô. O meu irmão era o preferido da minha avó.
Sempre o soubemos, sempre o sentimos, muito embora isso não signifique que o outro nos tratasse mal. Longe disso.
Os meus avós paternos estiveram sempre muito presentes na minha infância (embora menos na adolescência) e guardo recordações tão boas dos dois...
Nos últimos tempos de vida do meu avô eu fui a pessoa que mais o acompanhou. E como me custou vê-lo a perder as forças aos poucos...
Nunca na minha vida fui tão corajosa como nesses tempos, em que esqueci os meus medos para não lhos transmitir.
Há conversas que relembro muitas vezes e também o sorriso dele quando eu chegava para lhe dar o jantar...
Mas passado este tempo todo, parece que as saudades aumentam em vez de se atenuarem.
Se lá vou a casa, naqueles instantes em que meto as chaves à porta, até me esqueço que ele não está lá. É como se o fosse encontrar sentado em frente à televisão.
Há dias em que não me lembro dele e outros em que não consigo deixar de pensar. Porque o sinto aqui ao pé de mim. Porque ele me acompanha sempre. Disso não tenho dúvidas.
Hoje foi um desses dias, um dia difícil.
Gosto muito de ti avô! Ainda e sempre.

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