Ontem liguei o telemóvel às sete da manhã e recebi a notícia da morte de David Bowie.
Fiquei incrédula. Duvidei.
No facebook começaram a "chover" posts de vários órgãos de comunicação social mas, mesmo assim, muitos pensaram, tal como eu, tratar-se de uma falsa notícia.
Pensei que o melhor seria esperar mais um pouco para ter mesmo a certeza.
E não tardou muito. A confirmação chegou.
Era mesmo verdade.
Não sei explicar o que senti; foi uma estranha sensação de perda. A música de David Bowie acompanhou-me toda a vida. Lembro-me dele nos anos 80, nos anos 90, e por aí fora. Lembro-me de ser criança e achar que ele era maluco (não conhecia, nessa altura, a palavra excêntrico!) e sei muitas músicas de cor. Reconhecia-lhe a criatividade, o arrojo. Para mim, sem nunca ter pensado nisso racionalmente, ele era imortal e estava para lá dessa coisa da idade.
Pessoalmente nunca me conformei muito (ou nada) com a morte (a minha) e secretamente sempre pensei que seria no decorrer da minha vida que iriam descobrir a "cura" para esse mal. No entanto, de cada vez que um génio morre penso que, se nem esses foram poupados, porque seria eu?
Há dois anos, mais ou menos, lembro-me de ter ficado chocada quando, numa aula de literatura na faculdade eu e a professora falámos dele e nenhuma das minhas colegas de turma sabia de quem se tratava! Really? David Bowie? Como é possível existir alguém que não saiba quem é David Bowie?
Não conheço os últimos álbuns dele, não conheço toda a discografia, mas regresso à minha infância e adolescência com muitas das suas músicas.
Volta e meia canto esta. Quando soube que morreu cantei-a.
Let's dance! É a minha homenagem.
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