domingo, 9 de março de 2014

Mudar de vida



Para quem não sabe, há algum tempo que invisto no meu desenvolvimento pessoal.
Ao fazer 33 anos atravessei uma fase muito emotiva, muito esgotante também a todos os níveis. 
Foi uma altura em que testei os meus limites físicos e psicológicos e houve muitos momentos em que me perguntei por que razão a vida me levara até ali. Questionei muita coisa, pus em causa todos os clichés que me diziam que "o que não nos mata torna-nos mais fortes", que "o bom de uma fase má é que não dura para sempre", ou que "todas as rosas têm espinhos".
Foi um conjunto de situações que se conjugou. O Dinis era pequenino e eu senti cá dentro que não voltaria a ter mais bebés, apesar da minha vontade. Não sei explicar, mas o facto de ganhar consciência disso foi devastador. 
Profissionalmente estava a experimentar um turbilhão de sentimentos antagónicos. 
A verdade é que me sentia presa. Encurralada. Manietada. Sem hipótese de escolha. Impedida de mudar a minha vida por força das circunstâncias daquela época. 
Até que completei esse ciclo e deu-se um clique. 
Não sei explicar muito bem o que aconteceu. A vida sempre me reservou muitas surpresas e eu nunca senti verdadeiramente que tinha uma palavra a dizer sobre o meu destino.
Ao início o que senti foi uma enorme necessidade de me libertar do passado e de pessoas que já não me diziam nada. Desligar-me de tudo o que já não me fazia sentir feliz.  
Algo cá dentro me forçava a fazer mudanças na minha vida e, principalmente, na minha mente. Era imperativo mudar e comecei por pequeninas coisas, que talvez vos pudessem parecer ridículas, mas que de facto mudaram a minha vida para melhor.
Com o passar do tempo fui querendo saber mais, pesquisar sobre as ferramentas que temos ao nosso alcance - todos nós, dentro de nós - para melhorar a nossa vida.
Estes dois livros, embora com estilos muito distintos, foram o meu primeiro contacto com a PNL e com eles aprendi pequenos "truques" que agora utilizo no meu dia-a-dia.
Hoje deixo aqui uma pequena reflexão acerca das nossas escolhas. E de como as nossas escolhas determinam o que se vai seguir. 
Os nossos padrões de pensamento geram escolhas comportamentais; logo, são os padrões de pensamento que temos de mudar se queremos realmente originar alterações na nossa vida.

Sobre o poder das escolhas:
" É melhor ter mais ou menos escolhas? Às vezes quando temos muitas escolhas ficamos imóveis perante tantas opções. Normalmente, na vida, as nossas escolhas são menos variadas, com duas ou três opções mais imediatas. Nalguns momentos, porém, parece que não temos escolha pois só há um caminho. Será que nesses casos somos verdadeiramente livres? Pois, como pode ser livre quem não escolhe? Aceitando por uns instantes que é assim melhor acrescentar escolha comportamental aos nossos contextos de decisão... o que será melhor para os outros? Mais escolha também, claro! Então quando queremos ajudar alguém, o que podemos fazer? Sim, mostrar-lhes mais escolhas!"

 (Pedro Vieira, em "O mágico que não acreditava em magia", pág. 119)

1 comentário:

emadruga disse...

Entendo-te!
Tenho a certeza que agora tudo será mais proveitoso :-)
Vou colocar estes 2 livros na minha lista.