quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nós e os carros dos outros

Enquanto estou sem carro tenho utilizado os carros dos "outros" para dar as minhas voltinhas.
E quando digo "tenho utilizado" devo antes dizer "temos utilizado", já que o Dinis é o meu apêndice (salvo seja)!
Então, há dias em que vamos no carro do pai (quando entra mais tarde ou chega mais cedo), outros em que vamos no carro da avó (o mais usual), outros houve em que fomos no carro da tia (quando o da avó estava na oficina) e esta semana utilizámos também o do avô que estava fora.
Acontece que por causa destas trocas o meu filho anda todo baralhado, coitado!
Hoje quando o acordei da sesta disse-lhe: - "Bebé, vamos à escola da mana?"
Ele ainda com a chucha na boca fez que sim com a cabeça e disse:
- "Carro pai"?
- "Não bebé, não vamos no carro do pai".
- "Carro bô?" (que é como quem pergunta "carro do avô"?)
- "Não Dinis, não vamos no carro do avô."
- "Carro tia?"
- "Não, também não vamos no carro da tia."
- "Carro bó?" 
-  Sim, vamos no carro da avó."
- "Xim, carro bó!" (com uma expressão que parecia que estava a pensar "estava a ver que nunca mais acertava"!)

É que se há coisa que o meu filho preza muito é a pertença das coisas. Cataloga tudo e não lhe escapa nada. Quando me vê a segurar numa peça de roupa do pai começa aos gritos "Goupa pai, goupa pai!", como se eu a fosse comer. O mesmo acontece com as coisas da irmã ou quando me vê a calçar os chinelos da avó (tenho que os descalçar senão não pára de apontar o dedo e dizer "Pato bó!"). 
Agora imaginem a cabeça da criança todos os dias a tentar adivinhar em que carro vai passear:)

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