Este ano, na lista de material escolar da Maria vinha um jogo para as aulas de matemática.
Corremos tudo à procura do dito mas sem sucesso.
Depois de visitar todas as lojas possíveis e imaginárias fui informada pela senhora do "Papagaio sem Penas" que este produto - apesar de ser muito procurado - tinha sido retirado do mercado português porque uma criança morreu sufocada com uma peça.
Essa explicação fez todo o sentido, porque de facto não só não o encontrava nas lojas como também não conseguia encomendá-lo pela Amazon. A entrega em Portugal não era permitida.
E assim informei a professora que não seria possível comprar o jogo.
Claro que não fui caso único. Os únicos meninos que conseguiram cumprir com o pedido foram aqueles que tinham irmãos mais velhos.
E assim passámos este mês e meio de aulas até que há umas semanas uma amiga - mãe de uma colega da Maria - encontrou um jogo "perdido" numa loja no Campo Pequeno.
Tentei a minha sorte mas já não consegui encontrar nenhum.
Ontem, essa mesma amiga enviou-me um e-mail a dizer que tinha visto o jogo no Continente online.
E agora o episódio digno de nota:
Esta manhã peguei no Dinis e lá fomos ao Continente.
Cheguei lá e dirigi-me ao corredor dos jogos. Procurei, procurei, e nada.
Até que decidi pedir ajuda a uma funcionária. Expliquei que procurava um jogo mas que não o encontrava na prateleira, se podia ajudar-me verificando no computador se de facto tinham aquelas construções uma vez que tinha visto na véspera no site que o artigo estava disponível.
Resposta:
- "Minha senhora, há muita coisa que está no site e que nós não temos. Ainda por cima veio num dia mau porque ontem tivemos uma promoção de 50% em brinquedos e por isso as prateleiras estão vazias".
Reformulei:
- "Percebo, mas pode por favor verificar se tem stock no sistema ou ir comigo ao corredor porque posso estar a passar ao lado do artigo (como já me aconteceu noutras ocasiões) e não o estar a ver?"
Resposta:
- "Não vale a pena ir ao corredor porque se a senhora não o viu não sou eu que o vou encontrar!"
What????????????? Nem queria acreditar no que estava a ouvir!
Como não saí do mesmo sítio a criatura decidiu chamar outra colega que ía a passar.
Expliquei tudo novamente e disse que estava à procura do Geomag, um jogo de construções magnéticas, e diz-me:
- "Ah, o Geoplano! Está lá na prateleira. Pode lá ir que está lá!"
Nesta altura o Dinis já estava em stress e a considerar atirar-se do carrinho abaixo mas ainda refutei:
- "Não, não! Não é o geoplano. É um jogo de pecinhas que se encaixam."
Diz ela:
- "Ah, isso é o Tangram. Também temos mas é em madeira e não é magnético!"
Já farta daquela conversa engrossei o tom de voz e disse:
- " Não é o Tangram. É o GEOMAG. Não se importa de verificar no computador se tem ou não tem o jogo!"
E a senhora finaliza a conversa desta forma:
- "Não vale a pena ver no computador porque não sei do que está a falar nem nunca me lembro de ver um jogo desses aqui".
E virou costas.
Eu fiquei de boca aberta, plantada no mesmo sítio durante largos segundos, a pensar se devia fazer uma reclamação ou mandar chamar um superior, mas o Dinis já estava sem paciência para mais conversas e decidi vir embora.
Mas não consigo deixar de pensar que com tanto desemprego, como é possível duas pessoas serem tão incompetentes, tão más funcionárias e representarem tão mal o hipermercado.
Até tenho vontade de escrever um e-mail ao Sr. Belmiro a contar este triste episódio. Mas para quê?
No final de contas, e resumindo tudo, voltei para casa sem o jogo e a deitar fumo pelas orelhas pelo péssimo atendimento.
2 comentários:
Envia este post para o departamento de qualidade do Continente ;-)
Já seguiu! Fiquei mesmo com esta atravessada!
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