Portaram-se os dois muito bem. Melhor a Maria, que até recebeu uma medalha de coragem...
Mas o pior foi mesmo levá-los ao Centro de Saúde!!!
De um centro novinho em folha, com elevador, acessos para deficientes e carrinhos de bebé, com poucas pessoas, um tempo de espera muito aceitável e mesmo ao lado da casa da minha mãe, fui agora recambiada para um outro mais velho do que eu, que funciona num prédio de habitação com três andares, com escadas de mármore já muito gastas e muito estreitas - onde só passa uma pessoa de cada vez e quando, como foi o meu caso, temos de carregar o ovinho com o bebé, é preciso levantá-lo acima da altura do corrimão para passar - onde o gabinete de vacinação é mesmo no último andar, está sempre cheio de gente e as pessoas são mal-dispostas, para além de ser mesmo no centro de Corroios, onde não há lugar para estacionar durante a semana por causa do comboio da ponte.
Ora bem, para os levar às vacinas eu tenho de:
- deixar o carro bem longe;
- dar uma mão à Maria e carregar o ovo na outra, e parar montes de vezes no caminho porque aquilo pesa como tudo e não se pode levar o carrinho de bebé para o centro de saúde porque: a) não entra na porta do centro, b) não há elevador, c) também não há onde o deixar no rés-do-chão. E claro, também tenho de levar a minha mala e mala do bebé porque posso ter que mudar fraldas e dar biberão se a coisa se atrasar muito (o que aconteceu hoje). Tudo isto ao sol...
- subir três andares carregando o ovo acima da minha cintura, para passar nas escadas;
(Nota: não se pode parar a meio para descansar porque se alguém se lembra de começar a descer as escadas, ficamos num impasse e não passa ninguém).
- esperar tempos infinitos para ser atendida (mesmo assim a vacinação não é o pior, pareceu mais tempo porque o Diniz queria comer...).
Depois no regresso é fazer tudo outra vez, com a variante de ser um bocadinho mais perigoso descer aquelas escadas do que subi-las.
Podia tê-lo levado no "canguru" mas pensei que seria pior deixar o ovo no carro ao sol. Quando chegassemos o miúdo queimava-se na cadeira. Assim, entre ser ele a sofrer ou eu, optei pelo óbvio.
E se isto é insuportável ao sol, talvez seja pior com chuva porque ainda há que levar o chapéu e eu continuo a ter só duas mãos.
Acho um absurdo que um serviço de saúde onde vão crianças não tenha um elevador para que possamos levar o carrinho.
Mas pior ainda - e nem consigo imaginar o que será - é depender de uma cadeira de rodas. Como farão estas pessoas? Não se vacinam? Não têm consultas?
A foto que ilustra este post é do prédio onde funciona o centro e a manifestação aconteceu no mês de Maio. Porque não sou só eu que tenho razões de queixa...

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