sábado, 15 de novembro de 2008

Coisas de mãe...

Desde que a Maria nasceu que comecei a procurar uma escola para ela, muito embora já soubesse que iríamos ficar em casa durante os primeiros anos.
Visitei imensas creches, jardins-de-infância, colégios, eu sei lá… Quis fazer isto com tempo porque quem me conhece sabe que sou um bocadinho paranóica no que respeita a deixar a minha filha com alguém estranho e por isso tinha de ter tempo para a minha pesquisa.
Bem sei que a maioria dos pais tem a mesma preocupação mas para alguns basta que não batam nas crianças para ficarem convencidos. Eu confesso que preciso de mais.
E então lá fui eu, de caderninho dentro da mala para as minhas anotações.
Fiquei escandalizada com a maior parte dos espaços visitados. São péssimos e só compreendo que os pais deixem lá os seus filhos por uma destas razões:
- não há vagas suficientes nos estabelecimentos “como deve ser”;
- o preço é um pouco (quase nada) mais baixo;
- e não são tão picuinhas como eu.

Continuando: alguns cheiram a chichi, outros têm 20 crianças numa sala pequeníssima que é onde passam o dia todo faça chuva ou faça sol porque não têm espaços exteriores e noutros simplesmente não pude entrar «porque tem que ser com hora marcada!» Esta então é de bradar aos céus! Quem não tem nada a esconder não se importa de mostrar a escola sem aviso prévio… Digo eu.
Enfim, vi de tudo. Mas quero que saibam que visitei apenas escolas bem referenciadas e com filas de espera (pelo que nem quero imaginar como serão aquelas que nem legalizadas são!).
Bom, adiante.
Depois do Verão voltei à carga porque ainda não tinha tomado uma decisão.
E como entretanto comecei a trabalhar, esta escolha tornou-se mais urgente (para quem não sabe as pré-inscrições já começaram). Apesar de, para já, a Maria estar na casa da avó, no próximo ano já vai para a escola.
E então esta semana, depois de muito pensar sobre o assunto acho que já me decidi.
Escolhi um colégio arejado, cheio de espaços verdes, com alimentação confeccionada diariamente (nada de porções congeladas para a semana inteira), com imensas actividades e com bons acessos à hora de ponta.
Só falta a aprovação do pai (que só quer ser chamado a intervir no fim, depois de ser eu a fazer o trabalho sujo) para fazer a tal pré-inscrição.
Mas digo-vos já que, apesar de toda esta antecedência, e de acreditar que fiz uma boa escolha, não sei se, chegada a altura de entregar a minha filha nas mãos das educadoras, estarei preparada para esta separação, que é saudável, sim senhor, e que mais cedo ou mais tarde teria de acontecer (mas que talvez por acontecer mais tarde seja para mim mais difícil)!

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